Chefe da inteligência acha que Síria se prepara para guerra contra Israel
10.12.2006 - O chefe da divisão de investigação dos serviços de Inteligência Militar, general-de-brigada Yossi Beiditz, disse hoje que o presidente sírio, Bashar al-Assad, está se preparando para uma guerra contra Israel.
Em comparecimento no Conselho de Ministros realizado hoje em Jerusalém, o militar disse que Assad ordenou um aumento na produção de mísseis de longo alcance, e que ordenou a seu Exército o posicionamento de baterias de mísseis anti-tanques nas proximidades da fronteira da Síria com Israel.
Beiditz disse ao gabinete de ministros que, enquanto Assad "prepara o Exército sírio para a possibilidade de um conflito armado com Israel, por outro lado, não descarta a possibilidade de alcançar um acordo político" com este país.
Também chamou a atenção sobre que, para o presidente sírio, suas ações no plano militar não contradizem com o nível político.
O chefe militar disse que Assad teve nas duas últimas semanas uma importante atividade política, consciente de que, atualmente, existe uma oportunidade para a negociação no plano internacional, do qual quer tirar proveito.
No mês passado, o chefe da divisão número 91 para a Galiléia, tenente-coronel Gay Hazzot, confirmou que Israel está se preparando para a possibilidade de uma nova guerra com o Líbano caso fracasse a resolução 1.701 da ONU, e para um eventual conflito armado com a Síria.
"O Exército está se preparando para uma situação na qual fracasse a resolução 1.701 (que fixou as condições do cessar-fogo no Líbano) e para ter que enfrentar o Hisbolá", disse o militar.
Beiditz afirmou hoje que no Irã aumentam as tensões diante da resolução a ser adotada pelo Conselho de Segurança da ONU em 25 de dezembro, quando deverá decidir se impõe sanções a esse país.
O militar israelense disse que o Irã continua agindo de forma permanente no Líbano para reforçar a milícia do grupo xiita Hisbolá, ao mesmo tempo em que trabalha para reforçar o Hamas e a Jihad Islâmica nos territórios palestinos.
Sobre a situação no Líbano, Beiditz disse que o Hisbolá tenta derrubar o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, convocando manifestações maciças em diferentes cidades.
Além disso, afirmou que existem indícios de que a Jihad internacional está aumentando sua presença no sul do Líbano, em particular nos campos de refugiados. Estas forças, na opinião do responsável militar, tentam resistir à mobilização internacional da ONU nesse território.
Sobre a situação na Faixa de Gaza, Beiditz disse que, apesar de as forças de segurança palestinas terem se mobilizado na zona - após a entrada em vigor do cessar-fogo há duas semanas -, suas operações não parecem ser efetivas.
Afirmou que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, chegou a seu fim político e argumentou, nesse sentido, que não foi capaz de chegar a um entendimento com o grupo islâmico Hamas sobre a possibilidade de estabelecer um Governo de união nacional.
Fonte: Terra notícias
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"Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão". (1Ts 5,3)