Primeiro-ministro português diz: o aborto deixará de ser um crime
11.02.2007 - O primeiro-ministro português, José Sócrates, confirmou neste domingo que "o aborto deixará de ser um crime" nas dez primeira semanas de gravidez em Portugal, depois da vitória do "sim" no referendo sobre a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez.
"A interrupção voluntária da gravidez nas primeiras dez semanas, praticada por determinação da mulher numa clínica autorizada, deixará de ser um crime", declarou Sócrates durante uma entrevista coletiva.
"Nosso dever é respeitar a vontade dos portugueses", afirmou ele.
Entre 57 e 61% dos eleitores portugueses foram às urnas neste domingo para votar a favor da interrupção da gravidez durante as dez primeiras semanas, segundo diversas pesquisas de boca-de-urna.
"O Parlamento deverá agora votar uma lei que respeite o resultado deste referendo", acrescentou o primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista, majoritário no Parlamento.
Fonte: Terra notícias
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Ser católico e pró-aborto é fazer um "pacto com o diabo", diz Arcebispo
DENVER, 22 Set. 2004 .- Em uma coluna publicada no semanário da Arquidiocese, o Arcebispo de Denver, Charles Chaput, fustigou duramente os políticos que se declaram católicos e apóiam doutrinas contrárias como o aborto; e assinalou que tal postura é "fazer um pacto com o diabo". Em sua coluna, o Arcebispo de Denver recorda que faz quarenta e quatro anos neste mês (12 de Setembro de 1960), John F. Kennedy pronunciou sua histórica e fatídica- mensagem à Associação de Ministros Evangélicos de Houston, onde na prática, separou sua identidade católica de seu serviço público.
Ao comprometer-se a pôr o, o interesse nacional acima das pressões ou ditados religiosos Kennedy criou um molde para toda uma geração de candidatos católicos: seja norte-americano primeiro, católico depois, adiciona o Arcebispo.
Este foi um cálculo fácil para Kennedy assinala a coluna-, que de todas maneiras vivia sua fé com muita lassidão. E isto era certamente o que o público norte-americano, com seu histórico preconceito anti-católico queria escutar.
Entretanto, conforme assinala Dom. Chaput, a partir de 1973, como resultado da legalização do aborto, os funcionários católicos eleitos enfrentavam uma opção. Podiam trabalhar quer seja para mudar ou pelo menos mitigar as leis permissivas do aborto ao mesmo tempo em que tratavam de repovoar as cortes com juizes pro-vida. Ou podiam abandonar ao não-nascido e procurar maneiras de justificar moralmente sua decisão.
O Arcebispo assinala também em sua mensagem que faz vinte anos em 13 de Setembro de 1984, o então governador de Nova Iorque Mario Cuomo pronunciou uma conferência na Universidade do Notre Dame que pretendia dar força intelectual à concessão realizada pelo Kennedy.
Cuomo, conforme explica o Arcebispo de Denver, argumentou que ele podia opor-se privadamente ao aborto, mas, segundo seu ponto de vista, não tinha o direito de impor sua fé a outros.
Ao final explica Dom. Chaput-, Cuomo argumentou que a aprovação ou o rechaço às restrições legais ao aborto não se deveriam converter na vara de medição exclusiva da lealdade católica.
Para o Prelado de Denver, com essas palavras, escreveu o álibi para qualquer católico pró-eleição que desempenhou uma função pública após.
Em síntese, para essa doutrina, está bem ser católico no âmbito público sempre que se esteja disposto a eliminar tudo o que seja inconvenientemente católico.
Mas segundo o Arcebispo, Essa não é uma concessão. Esse é um pacto com o diabo, e tem um custo tão astronômico que nenhuma nação, nenhum servidor público e nenhum votante pode permitir-se.
Fonte Aci