Cidade do México desafia Igreja e legaliza o aborto


24.04.2007 - A capital mexicana legalizou o aborto na terça-feira, desafiando a Igreja no maior país católico do mundo depois do Brasil.

Por 46-19 votos, a Câmara Municipal aprovou um projeto da esquerda autorizando a interrupção da gestação nos três primeiros meses. A votação dividiu o país e fez com que na semana passada o papa Bento 16 enviasse uma carta pedindo aos bispos locais que se manifestassem contra.

Tropas de choque tiveram de intervir para impedir confrontos entre os dois grupos adversários diante da Câmara. Chorando, manifestantes contrários à prática tocavam gravações com choros de bebês e levavam pequenos caixões brancos.

Até terça-feira, Cuba, Guiana e Porto Rico eram os únicos lugares das Américas do Sul e Central que permitiam o aborto.

Líderes religiosos ameaçaram excomungar vereadores de esquerda, a maioria do Partido da Revolução Democrática, que votaram a favor da legalização. No resto do país, o aborto continua proibido. As pesquisas mostram que a população estava dividida.

Defensores da legalização, bem representados na capital, de mentalidade mais liberal, dizem que 2.000 mulheres, a maioria pobres, morrem por ano no México devido à realização de abortos em clínicas clandestinas, sem as condições adequadas.

O arcebispo Angelo Amato, segunda maior autoridade doutrinária do Vaticano, referiu-se na segunda-feira ao aborto e à eutanásia como formas de "terrorismo com face humana".

Fonte; Terra notícias
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Nota do Portal Anjo, www.portalanjo.com

Porta-voz arcebispal: Aborto legal converteria México em sociedade homicida

19.03.2007 - MEXICO D.F - Ante o debate sobre a legalização do aborto que se vem tendo na Assembléia Legislativa do Distrito Federal (ALDF), o porta-voz do Arcebispado do México, Hugo Valdemar, alertou que alguns grupos políticos querem converter ao povo mexicano em uma sociedade homicida, quando majoritariamente não aprova esta prática.

Valdemar assinalou que os legisladores do Partido pela Revolução Democrática (PRD) "não querem entender que não é certo que o povo apóie essas reformas e tampouco que a esquerda seja maioria no país", ao assinalar dados da pesquisa Mundial de Valores, que arroja que por cento da população tem essa tendência.

Adicionou que é "lamentável pretender converter o povo mexicano em uma sociedade homicida legalizando o aborto pelo simples fato de que a mulher considere que a gravidez é um estorvo para seu desenvolvimento pessoal".

O porta-voz do Arcebispado indicou também que o fato de que "nos diálogos para esta reforma os deputados perredistas não tenham convidado representantes da Igreja, demonstram que infelizmente ainda não esqueceram as práticas antidemocráticas".

"Não se trata de que a Igreja Católica tente impor sua doutrina e sua moral a toda a sociedade. Aqui não se trata de ideologias, aqui está para por meio a vida e nos preocupa porque uma sociedade que mata seus cidadãos é uma sociedade profundamente pervertida e vai a sua destruição", anotou.

Finalmente, Hugo Valdemar expressou que os legisladores católicos devem recordar que em sua recente Exortação Apostólica, Sacramentum Caritatis, o Papa Bento XVI pediu a todos os políticos cristãos opor-se a leis perversas como as que permitem o aborto.

Fonte: ACI

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