Lembrando Santo Afonso de Ligório: O mundo odeia os servos de Deus, e odeia os seus bons exemplos e máximas santas, assim nós devemos odiar todas as máximas do mundo


30.03.2017 - Nota de www.rainhamaria.com.br

Artigo publicado no site em 01.05.2015

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Mihi autem absit gloriari nisi in cruce Domini nostri Iesu Christi, per quem mihi mundus crucifixus est et ego mundo – “Longe esteja de mim o gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gal. 6, 14).

Jesus Cristo quis morrer crucificado para nos livrar do amor ao mundo perverso. Tendo-nos chamado ao seu amor, quer que nos coloquemos acima das promessas e ameaças do mundo. Quer que não façamos caso nem das censuras do mundo nem das suas aprovações, e nos alegremos por sermos odiados e perseguidos como o próprio Jesus. Para alcançarmos um fim tão elevado, habituemo-nos a prever já de manhã as contrariedades e os desprezos que nos possam vir do correr do dia, e preparemo-nos para os sofrer com paciência.

I. Quem ama a Jesus Cristo com amor verdadeiro, alegra-se quando se ve tratado pelo mundo assim como foi tratado Jesus Cristo, que por ele foi odiado, vituperado e perseguido até morrer de dor, suspenso num patíbulo infame. – O mundo é diametralmente oposto a Jesus Cristo: e por isso, odiando a Jesus, odeia a todos os que o servem. Pelo que o Senhor animava os seus discípulos a sofrerem com paz as perseguições, dizendo-lhes que, já que tinham abandonado o mundo, não podiam deixar de ser dele odiados (1).

Ora, como as almas amantes de Deus são para o mundo objeto de ódio, assim o mundo deve ser objeto de ódio para quem ama a Deus. Dizia São Paulo: Mihi absit gloriari nisi in cruce Domini nostri Iesu Christi, per quem mihi mundus crucifixus est et ego mundo – “Esteja longe de mim o gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo“. O mundo abominava o Apóstolo, assim como se abomina um homem condenado e morto na cruz; mas de igual maneira São Paulo abominava o mundo: mihi mundus crucifixus est. – Jesus quis morrer crucificado pelos nossos pecados, para livrar-nos do amor ao mundo perverso (2). Já que Jesus nos chamou ao seu amor, quer que nos coloquemos acima das promessas e das ameaças do mundo. Quer que não façamos mais caso nem de suas censuras, nem de suas aprovações.

Afim de chegarmos ali, representemo-nos, na nossa meditação, todos os desprezos, contrariedades e perseguições que nos possam sobrevir, e ofereçamo-nos com grande coragem a sofrê-los por amor de Jesus Cristo, não somente em paz, mas também com alegria de espírito. Procedendo desta maneira, estaremos na ocasião mais dispostos a aceitá-los. Mas sobretudo devemos pedir a Deus, que nos faça esquecer inteiramente o mundo, e alegrarmo-nos quando nos virmos rejeitados pelo mundo.

II. Para que sejamos inteiramente de Deus, não basta que nós abandonemos o mundo; é além disso mister desejarmos que o mundo nos abandone e nos esqueça de todo. Alguns abandonam o mundo, mas não deixam de querer ser por ele louvados, ainda que seja só pelo terem abandonado. Alimentado este desejo de serem estimados pelo mundo, fazem com que o mundo ainda viva neles.

Como o mundo odeia os servos de Deus, e odeia por isso os seus bons exemplos e máximas santas, assim nós devemos odiar todas as máximas do mundo, como sejam: bem-aventurado o rico; bem-aventurado o que não sofre e se diverte, infeliz o que é maltratado e perseguido dos outros! Numa palavra, se desejamos agradar a Deus só, devemos viver em contínua desavença com o mundo, que, na palavra do Apóstolo, não pode deixar de ser inimigo de Deus (3).

Sim, meu Jesus crucificado e morto por mim, só a Vós quero agradar. Que mundo, que riquezas, que dignidades! Quero que Vós, meu Redentor, sejais todo o meu tesouro; a minha riqueza é o amar-Vos. Se me quereis pobre, quero ser pobre; se me quereis humilhado, enfermo e desprezado de todos, aceito tudo de vossas mãos; a vossa vontade será sempre a minha única consolação. Mas eis aqui a graça que Vos peço: fazei que em tudo quanto me acontecer, eu me não afaste, nem sequer uma linha, da vossa santa vontade, e Vos ame de todo o meu coração.

Sei que não mereço esta graça depois de Vos ter virado tantas vezes as costas pelo amor das criaturas, mas, meu Senhor, Vós dissestes que não sabeis desprezar um coração contrito e humilhado, e eu arrependo-me de todo o coração e quisera morrer de dor. – Atendei-me, meu Jesus, fazei que nunca me afaste da vossa santa vontade e Vos ame de todo o coração. Esta mesma graça vos peço, ó grande Mãe de Deus e minha Mãe, Maria (*II 282.)

1. Io. 15, 19.
2. Gal. 1, 4.
3. Rom. 8, 7.

Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II – Santo Afonso

Fonte: Dominus Est

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Lembrando o Artigo Publicado em 11.01.2014

Artigo do Padre José do Vale - Escravidão e Liberdade

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Padre Inácio José do Vale

SEMPRE UMA ELITE DOMINOU A MAIOR PARTE DA HUMANIDADE.

PROJETA E EXECUTA A ESCRAVIDÃO, ALIENAÇÃO, MANIPULAÇÃO E O CONDICIONAMENTO PARA HUMANIDADE.

TUDO É USADO: RELIGIÃO, MEDO, LEIS, ECONOMIA E A PSEUDOCIÊNCIA.

TAMBÉM SEMPRE EXISTIU UM GRUPO, PEQUENAS COMUNIDADES E PROFETAS QUE SÃO A RESISTÊNCIA A ELITE DOMINANTE.

DAÍ: PERSEGUIÇÃO, CALÚNIA E MORTE AOS TAIS QUE NÃO SE DEIXAM ESCRAVIZAR.

ACREDITO PIAMENTE QUE OS RESISTENTES SÃO  ILUMINADOS PELO ESPÍRITO DA VERDADE ETERNA!

DEUS O TODO-PODEROSO. O SUPREMO LIBERTADOR. TUDO EM DEUS É LIBERDADE, FRATERNIDADE, AMOR E VERDADE!

Como disse Dostoievsky no conto “O Grande Inquisidor”, o livre-arbítrio é considerado a pior maldição da humanidade. Ter de decidir a própria vida é algo que a humanidade detesta. É muito mais fácil receber ordens. Principalmente quando tais ordens são passadas pelo temor de um poder condicionador.

“Conhecimento é poder”afirmou Bacon. Esta é uma verdade radical e monumental. Sem conhecimento uma pessoa está numa posição de escravo de outrem. As pessoas escravas vivem em “silencioso desespero” como disse Thoreau. “Os Senhores de Escravos”, “A Elite Dominante” construíram esses pensamentos na mente dos escravos:  “Pensam que a vida é assim mesmo”, “é o destino”, “é incapaz de vencer”. 

Claro que existe uma atitude que poderia mudar tudo isso, no entanto, eles são marionetes. A maior escravidão é mental, dai não é nada fácil a libertação. Vivemos numa cultura escravocrata da boçalidade, do inútil e do efémero. Quanto mais fantoches, maior é o lucro para “Os Donos do Capital Mundial”.

Para se libertar do sistema opressor, a primeira coisa é ter conhecimento daqueles que controlam o sistema, ou seja,  “A ELITE DOMINANTE, OS PODEROSOS CAPITALISTAS, OS DONOS DO MUNDO”. Saber que a mídia, (TV, Rádio, Jornais, Revistas, Internet-Sistema Religioso-Alimentação Fraudulenta-Violência-Vida Agitada e conflituosa para causar doenças mentais), tudo isso é usado e controlado para o seu domínio de poder escravocrata.

A nossa missão é usar as ferramentas possíveis em prol da libertação do nosso semelhante. Fazer o máximo para iluminar as mentes e eles entenderem que a vida é liberdade, fraternidade e dignidade para todos.

Pe. Inácio José do Vale
Professor de História da Igreja
Especialista em Ciência Social da Religião
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Diz na Sagrada Escritura:

"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". (São João 8, 32)

"O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados". (São Mateus 10, 27)

"Porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não venha a ser conhecido". (São Lucas 12, 2)

“Não te justifiques perante Deus, pois Ele conhece o fundo dos corações; não pretendas parecer sábio diante do Rei. Não procures tornar-te juiz, se não fores bastante forte para destruir a iniqüidade, para que não aconteça que temas perante um homem poderoso, e te exponhas a pecar contra a eqüidade.” (Eclo. 7, 5-6)

 

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