Polícia da Inglaterra poderá deter sem suspeita razoável


27.05.2007 - O governo britânico está preparando novas leis antiterroristas que dariam pela primeira vez direito à polícia de deter e interrogar uma pessoa sem que exista "suspeita razoável" de que cometeu algum crime. Qualquer pessoa que se negue a cooperar com a polícia, e não responda suas perguntas, poderia receber uma multa equivalente US$ 9,9 mil, publicou neste domingo (27) o jornal "The Sunday Times".

Essa medida, utilizada até agora apenas na Irlanda do Norte, faz parte de uma série de instrumentos legislativos que está sendo estudada pelo ministro do Interior britânico, John Reid. Esse político, com fama de rigoroso e um dos ministros considerados mais fiéis ao primeiro-ministro Tony Blair, deixará o cargo no final de junho, junto com o chefe de Governo.

O Ministério do Interior não quis responder às críticas, segundo as quais o governo está tentando tramitar essas leis pela via rápida, antes de Blair ser substituído à frente do governo pelo ministro das Finanças, Gordon Brown, em 27 de junho.

Blair foi acusado de querer atar as mãos de seu sucessor com outras decisões igualmente polêmicas, como a renovação do sistema de mísseis estratégicos nucleares Trident. Os grupos de defesa dos direitos civis já expressaram seu alarme diante das medidas em estudo.

Segundo a diretora da organização Liberty, Shami Chakrabarti, "não se deve dar poderes à polícia para que pare e interrogue as pessoas nas ruas, porque pode criar uma impressão de caçada humana. "É um gesto de machismo político. Deter as pessoas dessa forma será contraproducente, porque muitos se sentirão criminalizados", disse a advogada.

Para Jane Winter, diretora de outra organização de defesa dos direitos civis, a British Irish Rights Watch, a medida proposta equivale a utilizar um martelo gigante para quebrar uma noz. No entanto, o próprio Tony Blair parece ver de outra forma. Em artigo também publicado pelo "Sunday Times", o premiê critica os que antepõem "as liberdades civis de um suspeito" à segurança da população.

O artigo, intitulado "Amarrados na guerra contra o terror", toma como pretexto a notícia da fuga de três homens submetidos às polêmicas "ordens de controle" de movimentos, para acusar os juízes de terem impedido o governo de prender ou deportar os suspeitos de atividades terroristas. "Tivemos de optar pelo remédio muito mais suave de ordens de controle, aplicável tanto a britânicos como a estrangeiros, que não implicam em detenção, mas em certos limites à liberdade individual", diz Blair, segundo quem "isso é melhor que nada".

Essas ordens de controle são, no entanto, "muito mais fracas do que queríamos e foram diluídas constantemente pelas emendas da oposição e atacadas várias vezes por motivos relacionados às liberdades civis". Blair considera "perigoso" antepor as liberdades civis dos "extremistas" à segurança do país e afirma que esse "extremismo que atua no mundo todo" não se parece com nenhum dos perigos que enfrentaram antes. “Por isso é necessário combatê-lo com todos os meios à disposição”, disse.

"O extremismo só pode ser derrotado se reconhecermos que não o criamos, que não se pode negociar com ele e que comprazer seus sentimentos de agravo só servirá para fomentá-lo", escreve Blair.

Quanto à situação no Iraque -- na qual muitos vêem uma das causas que incitam ao extremismo islâmico -- Blair afirma que "os soldados britânicos arriscam ali suas vidas para impedir que alguns muçulmanos matem outros". "Por que alguém estará zangado conosco? Por que não se irritam com os que matam?", pergunta.

Fonte: G1
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Notícia do Portal Anjo em 11.11.2006

Big Brother real: “Estamos prestando atenção em você”.

O Big Brother não esta apenas prestando atenção em você - agora ele também está dando ordens. As primeiras câmeras britânicas “falantes” acabam de chegar ao mercado, flagrando mau comportamento e envergonhando opressores ao pedir para que ajam de forma mais responsável. O sistema permite que operadores de sala de controle visualizem e reprimam qualquer comportamento anti-social - desde um palavrão ate uma briga tarde da noite- e que façam um alerta em alto e bom som- “Estamos prestando atenção em você”.

A cidade inglesa de Middlesbrough acoplou caixas de som a 7 de suas 158 câmeras em uma experiência que esta sendo considerada um sucesso. Jack Bonner, que controla o sistema, disse: “É um grande impedimento. Uma coisa é saber que existem câmeras da CCTV te olhando, outra bem diferente é ouvi-las te chamando atenção quando algo errado foi feito”.

“A intenção não é querer controlar as pessoas, mas sim proporcionar ruas mais seguras a população e ajudar a mudar o comportamento daqueles que causam problemas. As câmeras desafiam comportamentos inaceitáveis e faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de fazerem o que não devem”.
Um dos casos já conhecidos é o do ciclista que passava na área de pedreste quando foi abordado pela câmera: “será que o jovem ciclista poderia descer da bicicleta e caminhar já que se encontra na área de pedestres?” veio o comando. O ciclista, surpreso, parou e olhou a câmera. Seu rosto expressava o repúdio que sentiu ao ver que a voz se referia a ele.

O prefeito de Middlesbrough acredita que as câmeras irão diminuir consideravelmente não só os comportamentos anti-sociais, mas também o crime e a violência. E se o esquema se mostrar vitorioso, ele também será implantado em áreas residenciais

Manuais com rígidos comandos foram dados aos operadores da sala de controle. Gritar “Ei, você, pare com isso”, não é permitido. Ao invés, o manual dá instruções com as seguintes sugestões: “Atenção - você está sendo monitorado pela CCTV”; “Atenção - você está em uma área onde não é permitido o uso de álcool, queira, por favor, retirar-se”; e “Atenção - seu comportamento está sendo monitorado pela CCTV. Ele está sendo filmado e a policia já está a caminho.” Sr.Bonner diz: “estamos sempre pedindo de forma educada e, se o infrator obedece, o operador diz ‘obrigado’. Agradecer é o toque final! Parece que os infratores são os únicos a achar esse sistema de áudio evasivo. A grande maioria das pessoas gosta da idéia. Por esse motivo, nos nunca tivemos qualquer pedido para retirá-las”.
(Tradução: Forte na Fé, www.fortenafe.com )


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