Veja os casos mais recentes de violência nas escolas


07.07.2007 - Os meses de junho e julho foram marcados por atos violentos contra professores e funcionários de escolas públicas paulistas. Alunos são suspeitos de incendiar o carro de uma diretora, funcionária foi pisoteada por alunos, outra teve o cabelo queimado com um isqueiro e em São Bernardo do Campo, em uma escola municipal, uma professora perdeu parte do dedo indicador quando tentava trazer de volta para a sala de aula um aluno que se escondeu no banheiro.
Veja a cronologia dos casos mais recentes.

Data: 18 de junho
Cidade: Suzano
Ocorrência: uma professora foi agredida por um aluno depois de ter colocado o mesmo para fora da sala. Houve discussão e ela ficou com um grande hematoma no olho esquerdo.

Data: 19 de junho
Cidade: Votorantim
Ocorrência: uma professora da 8ª série de uma escola estadual de Votorantim teve os dentes quebrados depois de uma discussão em sala de aula com alunos.

Data: 20 de junho
Cidade: São José do Rio Preto
Ocorrência: um aluno de 14 anos queimou o cabelo de uma professora com um isqueiro.

Data: 27 de junho
Cidade: São Bernardo do Campo
Ocorrência: professora da rede municipal de ensino teve parte do dedo decepado depois de tentar trazer de volta para a sala um aluno que havia se escondido no banheiro. O acidente aconteceu quando o aluno bateu a porta com força, acertando o dedo da educadora.

Data: 29 de junho
Cidade: Macatuba
Ocorrência: alunos do terceiro ano do ensino médio espalharam cola de secagem rápida na cadeira de uma professora. Ela teve a calça rasgada e pequenas queimaduras nas pernas.

Data: 3 de julho
Cidade: Dracena
Ocorrência: a servente Nair Silva Alves, 67 anos, foi pisoteada por alunos do ensino fundamental logo depois que abriu o portão para o acesso dos alunos à sala de aula. "Não me lembro de nada, nem consigo identificar quem foi."

Data: 3 de julho
Cidade: Piraju
Ocorrência: diretora de colégio tem carro incendiado na garagem de casa. Dias antes ela registrou boletim de ocorrência contra um dos supostos envolvidos no incêndio, aluno de sua escola."


"Levei cabeçada, pontapés, chutes", diz professor

O professor de matemática João Alfredo (nome fictício) lembra dos momentos difíceis que passou em uma manhã de 2004, quando durante a aula foi atacado por três rapazes - que não eram seus alunos - quando ele tentou evitar que eles mexessem com uma aluna que assistia a sua aula.

"De repente me vi cercado a acabei sendo agredido na frente de todos os alunos. Levei cabeçada, pontapés, chutes... e no fim das contas as diretora ainda queria me processar porque eu reagi contra um menor", diz.

Ele diz que não se sente seguro dando aula e diz tomar as suas precauções. "Nunca dou as costas para os alunos e procuro nunca sentar perto da janela, lembrando que na mesma escola um aluno foi morto ao receber um tiro que foi disparado pelo vitrô."

Alfredo, que leciona em uma escola de Diadema, na Grande São Paulo, diz que prestou queixa do ocorrido, mas não houve qualquer tipo de punição.

Segundo ele, sem apoio, os professores se vêem cada vez mais intimidados para exercer a suas atividades. "Sou um professor severo, que zelo pela disciplina e pela educação. E cada vez menos os alunos estão dispostos a serem repreendidos. Não o são em casa e querem fazer a mesma coisa na escola.

Pedro (nome fictício), professor de uma escola pública do Jabaquara, diz ter sido agredido durante uma aula de educação física e que o aluno ainda o chamou para a briga do lado de fora da escola.

"O professor servia antes de espelho para a garotada. Infelizmente, hoje, isso têm se perdido bastante. Temos deixado de cumprir o planejamento pedagógico para fazer o papel que os pais deveriam fazer em casa, dando assistência à formação pessoal", diz.

Relação

Sheila Daniela Medeiros dos Santos, pegadoga e doutora em psicologia educacional, afirma que a situação de tensão entre alunos e professores é grave e que só chegou ao ponto em que está porque não há respeito ao cumprimento das regras.

"Há desrespeito das regras dos dois lados. As relações hoje são frágeis e frouxas justamente por isso. Hoje, não há limites na sociedade. A impressão que se tem é que tudo se pode fazer. E como ninguém teme ser punido, as relações acabam se esvaindo. Ninguém pensa no outro."

Redação Terra

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Mais alguns incidentes:

Menino de seis anos leva revólver para a escola em Goías
02.02.2007 - Garoto escalou prateleiras para encontrar revólver do pai.
Ele disse à polícia que queria brincar com a arma no recreio.
O garoto de seis anos escalou as prateleiras de casa e pegou o revólver carregado com seis balas na parte mais alta do armário. Ele colocou a arma na mochila e levou para a escola. No recreio, mostrou para um amigo. "O colega, assustado, chamou a professora e ela entrou em contato com a direção", contou o delegado Emerson Moraes de Oliveira.

Menino estupra irmã após aula de educação sexual
05.02.2007 - Um estudante de 13 anos, que estuprou sua irmã de 10, alegou que cometeu o crime após assistir a um vídeo na aula de educação sexual em sua escola. O menino foi absolvido por um juiz galês de North Wales, na Grã-Bretanha. O jovem, cuja identidade foi mantida em sigilo, estuprou a irmã duas vezes enquanto ela dormia.

Aluno de 8 anos mata menino de 3 a pauladas no Pará.
16.03.2007 - A população de Novo Progresso, no oeste do Pará, está chocada com a morte do menino Kauã Damásio Peres, de três anos. Ele foi levado de dentro da escola por outro aluno, um garoto de oito anos, para um terreno baldio, estuprado, morto a pauladas e depois decapitado com uma faca. O corpo foi encontrado na manhã de quarta-feira e ontem cerca de mil pessoas foram em passeata para a porta do fórum da comarca pedir justiça.

Crianças destroem creche municipal no Rio Grande do Sul
11.04.2007 - Meninos com idades entre 7 e 11 anos destruíram a Creche Municipal Maria Liberato Fraga Prates, no bairro Pontes, em São Sepé, no Rio Grande do Sul, na Sexta-feira Santa. Ontem, dois dos meninos, de 10 e 11 anos, e um adolescente, apontado por eles como mandante, foram interrogados na polícia.

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Nota do Portal Anjo, por Dilson Kutscher www.portalanjo.com

Acho que dá para ter uma "pequena" amostra, do estado que as coisas estão até nas escolas. Agora imaginem fora delas...!

Prezados amigos e visitantes do Portal Anjo, novamente digo:

Se as crianças e jovens já estão se comportando como "bestas", que dirá então os adultos...
Um mundo afastado de Deus, é um mundo condenado ao caos, onde homens, e agora até crianças, estão se transformando cada vez mais em "seres diabólicos".
Continuem se importando mais em ensinar às crianças, que o papai Noel é a razão do Natal, que o coelhinho é a razão da Páscoa.
Seguindo as modas mundanas, não haverá conhecimento de Deus na Terra e o caos completo tomará conta da humanidade.

Diz na Sagrada Escritura: (e quem tiver ouvidos ouça a Palavra de Deus enquanto ainda há tempo...)

"Ouvi a palavra do Senhor, filhos de Israel! Porque o Senhor está em litígio com os habitantes da terra. Não há sinceridade nem bondade, nem conhecimento de Deus na terra. Juram falso, assassinam, roubam, cometem adultério, usam de violência e acumulam homicídio sobre homicídio. Por isso, a terra está de luto e todos os seus habitantes perecem; os animais selvagens, as aves do céu, e até mesmo os peixes do mar desaparecem." (Os 4, 1-3)


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