Esclarecimento sobre o Papa Pio XII e a perseguição dos nazistas contra os judeus


28.12.2007 - Novamente estão voltando aos jornais as velhas mentiras sobre Pio XII, sugerindo que ele teria sido covarde para com os judeus, não denunciando rigorosa e espalhafatosamente a perseguição dos nazistas contra os judeus. Ora, essas mentiras se devem ou à ignorância dos fatos, ou mesmo à vontade de lançar calúnias contra o Papa e a Igreja. Este julgamento é totalmente injusto.

Vejamos porquê:

Pio XII, que não era ingênuo, sabia muito bem do genocídio dos hebreus. A própria Igreja já o havia denunciado por várias vezes, como p.ex. através do destemido bispo de Münster, Graf von Galen (depois cardeal). Porém Pio XII tinha dois caminhos a escolher:

1º) Condenar publicamente o holocausto. Com isto provocaria a ira do maníaco Hitler, que não hesitaria em mandar ocupar o Vaticano pelas tropas da SS, em menos de uma hora. Com isto, acabaria de vez com o enorme trabalho que estava sendo desenvolvido em segredo dentro do Vaticano, o de salvar centenas de milhares de judeus da morte certa.

2º) Calar-se, parecendo covarde, e continuar com o trabalho. Foi por isto que Pio XII se decidiu, e o que ele fez foi muito bom e correto.

Pio XII conseguiu, com isto, salvar mais de meio milhão de judeus do extermínio certo. Após o término dos conflitos, recebeu do presidente do Estado de Israel os agradecimen-tos oficiais e efusivos pela enorme tarefa cumprida. O “xis” da questão não era, como alguns alegaram, de “com o silêncio salvar a sua Igreja”. Ora, a Igreja Católica não iria desmoronar por causa da invasão do Vaticano por uns míseros nazistas. Mas, o que iria acabar abruptamente, era o trabalho secreto e intensivo feito dentro do Vaticano, o de salvar milhares de vidas judias do holocausto. O Papa Pio XII, nem a Igreja Católica, não têm, portanto, nenhum motivo para pedir desculpas a ninguém, muito menos aos Judeus.

Diga-se apenas de passagem, que as enormes despesas que esses trabalhos causaram, foram desembolsadas pela Igreja Católica. Ninguém, nem Israel nem os Estados Unidos, se lembraram de contribuir com alguma parte das despesas.

Um acontecimento pitoresco, pouco conhecido, ilustra bem o que se passava. Quando o Rabino de Roma desconfiou que iria ser preso e deportado, se refugiou no Vaticano. Foi prontamente acolhido. Alguns dias depois, Pio XII mandou convidá-lo para o trabalho que estava sendo feito. Ficou muito surpreso e aceitou. Quando viu os enormes esforços feitos com grande sucesso, se dedicou de corpo e alma a esta tarefa. Após a guerra, se tornou católico. Sim Senhor, o Rabino de Roma, após conhecer de perto e por dentro a Igreja, se converteu à Igreja fundada por Cristo.

Alguém ainda tem dúvidas de que Pio XII agiu corretamente, e não covardemente?

Karl Walter Lay, Laykw@terra.com.br Dezembro de 2007

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