Aquecimento agrava desastres, diz Cruz Vermelha


21.01.2008 - As mudanças climáticas estão tornando mais difícil para muitas pessoas o acesso à água potável e aos alimentos, além de estarem disseminando doenças como a malária e a dengue, afirmou na segunda-feira a maior agência de ajuda humanitária do mundo.
A Federação Internacional das Sociedades Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (IFRC) está pedindo aos doadores da comunidade internacional uma ajuda de US$ 292 milhões por ano para 2008 e 2009 a fim de ajudar várias comunidades a se protegerem contra as ameaças do aquecimento global.

"A mera resposta (aos eventuais desastres) não é mais suficiente", afirmou Markku Niskala, secretário-geral da federação. O atendimento médico e o enfrentamento de desastres compõem quase 75% do pedido de ajuda.

As 186 sociedades nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho espalhadas pelo mundo prometeram em uma conferência realizada em novembro aumentar a ajuda para os grupos mais vulneráveis às mudanças climáticas.

O fenômeno, segundo cientistas, está relacionado com as emissões de gases vindas de carros, fábricas e usinas de energia.

Fonte: Terra notícias

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Lembrando...

Aquecimento: Indonésia pode perder duas mil ilhas

24.05.2007 - A Indonésia é um dos países mais ameaçados pelo aquecimento global, já que poderá perder nas duas próximas décadas até duas mil de suas 17,5 mil ilhas. Com mais de 80 mil km de costa, o maior arquipélago do mundo verá parte de seu território submergir quando o aquecimento global e o degelo dos pólos elevar o nível do mar.

"Até 2030, o nível do mar terá aumentado entre 8 cm e 29 cm. Assim, as águas cobrirão cerca de 2 mil ilhas indonésias", declarou Jaya Murjana, diretor do Escritório de Meteorologia e Geofísica de Yogyakarta, informou hoje o jornal The Jakarta Post.

A mudança teria repercussões difíceis de medir. Muitas das ilhas afetadas estão situadas nos extremos do arquipélago. Elas são utilizadas para estabelecer as fronteiras e o mar territorial, de acordo com o direito internacional.

O governo indonésio iniciou um projeto para contar as ilhas do país e batizar todas elas. Nem as autoridades sabem dizer quantas ilhas compõem o país. Mas a estimativa é de que sejam de 17,4 mil a 17,5 mil. Mais da metade não tem nome.

Segundo o relatório "Variabilidade do Clima, Mudança Climática e suas Implicações para a Indonésia", elaborado recentemente pelo governo, a elevação de um metro no nível do mar alagaria 405 mil hectares no litoral indonésio.

Além disso, o aquecimento global terá outros efeitos perniciosos no país. Alguns deles já começam a se notar. O mais grave é a salinização dos lençóis subterrâneos, até o momento a principal fonte de água do país, principalmente nas zonas urbanas, explicou esta semana Rizaldi Boer, autor do relatório.

As fontes de água começaram a se salinizar nas cidades de Jacarta, Surabaia e Semarang, todas na ilha de Java, a mais povoada da Indonésia. Na capital do país foi detectada a salinização dos aqüíferos profundos, a até 15 km do litoral. É cada vez mais difícil para os moradores encontrar água doce.

Outro problema da mudança climática é o aumento das secas e das inundações, assim como um aumento do risco de incêndio das florestas indonésias.

Apesar dos graves riscos, a Indonésia não pode ser tomada como um exemplo na luta contra o aquecimento global. A cada ano o país desmata cerca de 1,8 milhão de hectares de selvas, que desaparecem por causa dos incêndios produzidos e do abate legal e ilegal.

Um pequeno passo dado recentemente pelo governo para proteger suas ilhas foi a proibição da exportação de areia para países vizinhos como Cingapura, que pouco a pouco estavam levando em navios a valiosa terra que dá forma à Indonésia.

Fonte: Terra notícias

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