A última Provação da Igreja: Então naquele tempo haverá grande tribulação, tal como não houve desde o principio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais (Mt 24,21)


01.04.2017 -

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Jesus não nos enganou; Ele disse com clareza: “Então naquele tempo haverá grande tribulação, tal como não houve desde o principio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais” (Mt 24,21). A maioria dos cristãos não gosta de meditar sobre isso, mas não podemos fugir desta realidade.

A Igreja é o Corpo de Cristo; a Cabeça passou pela Paixão e morte para entrar na glória (Lc 24,26). “Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na Sua glória?” Assim disse Jesus aos discípulos de Emaús.

Então, o Corpo da Igreja também passará pela Paixão final e última. É verdade que nesses 2000 anos ela já sofre a Paixão; os seus mártires derramaram o seu sangue em toda a Terra; em todos os lugares onde a semente do Evangelho foi lançada ao solo, teve de ser regada pelo sangue dos mártires; isto foi em todos os séculos, e é mais ainda hoje diante do Estado Islâmico no Oriente e do laicismo anticatólico no Ocidente.

Os cristãos foram massacrados pelos judeus no primeiro século, e por três séculos seguidos pelos romanos; e depois pelo nazismo, comunismo… A Espanha e o México foram banhados com o sangue dos cristãos nos anos de 1930; e também na Rússia, China, Laus, Camboja, Vietnã e Cuba no século XX. Cristo continua e agonizar e sofrer a Paixão até ele voltar para dar o triunfo definitivo à Igreja.

Sempre houve guerra contra a Igreja, e hoje não é diferente, e vai piorar.

O Catecismo nos fala claro da perseguição final que ela vai sofrer: “Antes do Advento de Cristo, a Igreja deve passar por essa provação final que abalará a fé de muitos crentes (Lc 18,8; Mt 24,12). “Mas quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a Terra?” (Lc 18,8). “E ante o progresso crescente da iniquidade, a caridade de muitos esfriará”. (Mt 24,12).

“A perseguição que acompanha a peregrinação dela na Terra desvendará o ‘mistério da iniquidade’ sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas a custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo; isto é, a de um pseudo messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de Seu Messias que veio na carne” (2 Ts 2, 4-12) (1 Ts 5,2-3; I Jo 2, 18-22) (Catecismo n. 675).

O Catecismo termina dizendo que: “A Igreja só entrará na Glória do Reino por meio desta derradeira Páscoa, em que seguirá seu Senhor em Sua Morte e Ressurreição. (Ap 19,1-9) (n. 677). Portanto, o Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja (Ap 13,8), segundo um progresso ascendente mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal (Ap 20,7-10) que fará sua esposa descer do Céu” (Ap 21,2-4). O triunfo de Deus sobre a revolta do Mal assumirá a forma do Juízo Final, depois do derradeiro abalo cósmico deste mundo que passa” (2 Pe 3, 12-13).

São Paulo fala claro da “apostasia da verdade” da fé que muitos cairão: “A manifestação do ímpio será acompanhada graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem por não terem cultivado o amor a verdade, que s teria podido salvar… Desse modo serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal” (2 Ts 2,9-12).

Não é sem razão que o Catecismo diz que: “a salvação está na verdade” (n. 851). O mundo está dividido em duas partes; os que creem no “Espírito da Verdade” (Jo 16,13), o Espírito Santo, e os que seguem o espírito da mentira, Satanás, o “pai da mentira” (Jo 8,44), como o chamou Jesus.

Esta provação final é que separará, definitivamente, o joio do trigo. Deus permitirá ao Príncipe das trevas uma última investida contra a Igreja, como nunca houve; “Então naquele tempo haverá grande tribulação, tal como não houve desde o principio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais” (Mt 24,21).

Tudo que os cristãos já sofreram até hoje será repetido e piorado: a perda dos bens, as perseguições, exílios, mortes. O Senhor disse que: “O irmãos entregará o irmão, o pai denunciará o filho, os filhos levantar-se-ão contra os pais e os farão morrer” (Mt 10,21).

Certamente os mosteiros serão destruídos, as Congregações religiosas e Comunidades fechadas, como foi no passado, a hierarquia da Igreja será abalada e perseguida. As Igrejas serão profanadas e incendiadas como na Rússia comunista e na França da Revolução Francesa (1789), e transformadas em lugares de devassidão. “Quando portanto, virdes a abominação da desolação, de que fala o profeta Daniel, instalada no lugar santo então os que estiverem na Judeia fujam para as montanhas” (Mt 24,15).

Então, os fracos na fé vão se escandalizar de Jesus e da doutrina da Igreja e vão apostatar: aderir aos erros (Mt 24,10). Dirão como Pedro: “Não conheço esse homem” (Mt 26,74). Não conheço a Igreja!

As almas fracas não entenderão que Jesus continua a obra da Redenção na Igreja e em cada alma e que todos devem participar da Sua Paixão (Cl 1,24).

Os que por amor do Mestre, beberem com ele aquele cálice do Getsemani, serão salvos e ajudarão a salvar almas. Mas esses fortes na fé já não serão perturbados. O Senhor os sustentará.

Que importará aos cristãos dos últimos tempos, fortalecidos pela Eucaristia e por Maria, serem perseguidos e verem toda a maldade se abater sobre a Igreja?

Que importa? A Igreja não pode morrer; não pode ser vencida. Apenas está fazendo a sua mais bela colheita para a eternidade.

Quando terminar a colheita, o Cristo aparecerá e com o sopro de sua boca matará o Anticristo e dispersará o seu exército.

“Então, aparecerá o ímpio, aquele que o Senhor destruirá com o sopro da Sua boca e o suprimirá pela manifestação de sua Vinda” (2 Ts 2,8).

Cristo preparará os seus para o último combate – que ninguém sabe quando será – mas que já começou.

“Que são os penas presentes! Elas não têm proporção alguma com a glória que nos espera no céu” (Rm 8,18). Esses heróis dos últimos tempos já estarão, como os primeiros cristãos, despojados de tudo: bens, familiares, prazeres e tudo o mais que os prendia no mundo. Será o exército invencível de Cristo, os que vão com Ele até o Calvário, felizes como os mártires, por uma graça especial.

Será o tempo mais belo da Igreja, porque, os seus algozes, sem o saberem, encherão os celeiros do céu.

É exatamente no tempo da mais terrível perseguição da Igreja, que Jesus faz as suas mais belas conquistas; o céu se enche de almas santas.

Cristo está em cada uma delas para ampará-las e fortalece-las. Em cada alma Ele sofre as injúrias, escárnios, açoites, para completar a obra da Redenção. É porque a alma tem consciência desta Presença divina em sua alma, que ela tem toda a consolação. E ela, então, agradece por tê-la feito digna de poder participar, sem mérito de sua parte, dos sofrimentos de Sua Paixão, e de participar, em breve do triunfo de Sua Ressurreição.

Prof. Felipe Aquino

Visto em: Icatolica.com

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Lembrando o Padre Leonardo Castellani: O Homem do Pecado (anticristo) tolerará e se aproveitará de um cristianismo adulterado. Imporá por todas as partes o reino da iniqüidade e da mentira.

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“O Homem do Pecado tolerará e se aproveitará de um cristianismo adulterado... Imporá por todas as partes o reino da iniqüidade e da mentira, o governo puramente exterior e tirânico, a “Liberdade” desenfreada dos prazeres e diversões, a exploração do homem; e seu modo de proceder hipócrita e sem misericórdia. Haverá em seu Reino uma estrondosa alegria falsa e exterior, cobrindo o mais profundo desespero. Em seu tempo acontecerão os mais estranhos distúrbios cósmicos, como se os elementos se houvessem revoltado. A humanidade estará numa grande expectativa e reinará grande confusão e dissipação entre os homens. Rompidos os laços de família, de amizade, de lealdade e bom relacionamento, os homens não poderão confiar em ninguém, e correrá no mundo como um tremor frio, um universal e ímpio “salve-se quem puder”. Será atropelado o que há de mais sagrado e nenhuma palavra terá mais fé, nem pacto algum terá vigor, senão pela força. A caridade heróica de alguns fiéis, transformada em amizade até a morte, manterá no mundo ilhotas de fé; porém mesmo ali, ela estará continuamente ameaçada pela traição e pela espionagem". (Padre Leonardo Castellani 1899-1981, Los Papeles de Benjamin Benavides)

Devo também lembrar as palavras do Padre Emanuel, ainda no século XIX, em seu escrito: O Drama do Fim dos Tempos.

“Estas são as marcas da vinda do Anticristo:

Quando os velhos não tiverem nem bom senso nem prudência,
Quando os cristãos estiverem sem fé,
Quando os cristãos estiverem sem amor, eles falarão de amor, mas não terão amor pelo próximo,
Quando os ricos forem sem misericórdia.
Quando os jovens não tiverem respeito,
Quando as mulheres tiverem perdido o pudor,
Quando, no casamento, não houver mais continência,
Quando os clérigos forem sem honra e sem santidade,
Quando os religiosos não tiverem verdade nem austeridade, sacerdotes bispos e padres, serão homens frívolos, completamente incapazes de distinguir entre o caminho da direita e o da esquerda,
Quando os bispos não tiverem piedade. As igrejas serão privadas de pastores piedosos e tementes a Deus, e infelizes dos cristãos que estiverem na terra nesses momentos! Perderão a fé, porque não haverá mais quem lhes mostre a luz da verdade,
Quando os governantes da terra não tiverem nenhuma misericórdia”.

Em outras palavras, estas são as marcas, os sinais claros, que o anticristo está as portas do mundo, prestes a surgir no cenário mundial, para dar inicio ao complemento final do Apocalipse.

Todas estas marcas acima descritas, podemos ver claramente em nossos dias.

Disse também o Padre Emanuel, no século XIX:

Sobre o aparecimento do Anticristo...

“Apresentar-se-á como cheio de respeito pela liberdade das religiões, uma das máximas e uma das mentiras da besta revolucionária.

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Dirá aos budistas que é um Buda; aos muçulmanos, que Maomé é um grande profeta... Talvez até irá dizer, em sua hipocrisia, como Herodes seu precursor, que quer adorar Jesus Cristo. Mas isso não passará de uma zombaria amarga. Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável Salvador seja posto lado a lado com outras seitas e mestres. E Deus, infinitamente bom, vendo a decadência da raça humana, abreviará os dias, por amor ao pequeno número dos que deverão ser salvos, porque o inimigo desejaria arrastar até mesmo os eleitos a tentação, se tal fosse possível. Então a espada do castigo virá de repente e derrubará o Corruptor e seus servidores".

 

Veja também...

São os leigos que terão de conservar a Fé, nesta época de apostasia e de compromisso com o erro

Apostasia na Igreja de acordo com as visões da Beata Catherine Emmerich. Ela vê claramente nos últimos tempos, a batalha final entre o bem e o mal, a falsa igreja e o falso ecumenismo, cristãos serão enganados e induzidos ao erro

Padre Malachi Martin, que leu o Terceiro Segredo de Fátima: A apostasia na Igreja é o contexto do Terceiro Segredo. Cardeais, Bispos e Padres estão a cair no inferno como folhas. A Fé desaparecerá de países. O Castigo virá e será o pior pesadelo

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