O quê dizer sobre os docinhos de Hóstia? Se você não vê problema algum, mesmo sendo católico, a primeira pergunta que deve se fazer é: Qual a diferença entre o Sagrado e o profano?


22.06.2017 - Nota de www.rainhamaria.com.br

Enviado pelo colaborador Diego Ribeiro.

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Em algumas confeitarias, têm sido utilizadas hóstias não consagradas para “incrementar” doces como se fossem “sanduíches recheados”.

Como na foto abaixo:

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Se você se chocou com isso, é sinal de que o alarme da sua consciência ainda está operando. Se você não vê problema algum, mesmo sendo católico, a primeira pergunta que deve se fazer é: qual a diferença entre o Sagrado e o profano? Se não quiser pesquisar, eu adianto. Etimologicamente, o Sagrado é aquilo que foi reservado, separado para o culto religioso. O profano é aquilo que está fora do ambiente/âmbito religioso, isto é, não necessariamente significa desrespeito, mas pode ter este sentido ofensivo também.

A Eucaristia ao longo da história da Igreja recebeu muitos nomes. No Brasil, é conhecida como Comunhão ou só simplesmente Hóstia. Nos quatro Evangelhos, o destaque vai para o capítulo 6 de São João chamado de discurso eucarístico. Nosso Senhor quando falou a primeira vez da Eucaristia perdeu muitos discípulos que pensaram que Ele propunha um “canibalismo literal”. Sem contar a passagem da Última Ceia em que ele instituiu esse sacramento de forma clara e pede que esse gesto se repita em sua “memória” (o termo original significa mais que recordação, é atualização). São Lucas a designa de “fração do pão” (At 2, 42) e São Paulo de pão que “lembra a morte do Senhor” (1Cor 11, 26). Não à toa um dos nomes da Santa Missa é Memorial da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

Não foi só a Eucaristia que recebeu muitos nomes, como também muitas formas. Cada vez mais a Igreja procurou ajudar a fé de seus filhos. Por exemplo, por que existe “toda pompa” numa procissão de Corpus Christi? Com todos aqueles paramentos dourados e objetos como o Ostensório que recorda em seu formato o Sol de Justiça profetizado (Ml 4, 2)? Para que as pessoas, mesmo as não crentes, percebessem que havia algo de diferente, de fora do comum, de, numa palavra, sagrado naquela procissão. Por isso a Liturgia católica se encarregou de “ornar” a Eucaristia com tudo que fosse necessário para realçar sua sacralidade, afinal, nada existe nesse mundo de mais precioso que o Corpo e Sangue do Senhor. Nada é mais valioso.

A própria forma do pão que, mesmo sendo um alimento presente na mesa de muitas pessoas, ganhou com o tempo uma aparência específica e que, por sua simbologia repetida no mundo todo, é facilmente identificada. Vou reproduzir a explicação dicionarizada que é elucidativa: “disco pequeno e muito fino de pão sem fermento”. Esse formato especial se consolidou para ajudar a fé dos fiéis. Se fosse a aparência trivial de pão, ainda que sem fermento, dificultaria mais o ato de fé na Eucaristia. Para crer na Eucaristia em que os sentidos humanos falham como diz Santo Tomás, é preciso de toda a ajuda possível, não só da graça divina em primeiro lugar, como também de todo recurso humano e esse formato especial ajuda sobremaneira nisso. Os sentidos falham porque a Eucaristia tem cheiro de pão, tem gosto de pão, tem aparência de pão, mas por causa da palavra de Nosso Senhor é seu Corpo divino. O mesmo ocorre com o vinho transformado em sangue. Esse é o cerne do dogma da transubstanciação.

Dogma este que satanistas, por exemplo, entendem muito bem quando vão às Igrejas católicas, fingindo comungar, para recolherem o corpo do Senhor para seus rituais macabros como as “Missas Negras” e coisas afins igualmente horrendas e abomináveis aos olhos de Deus. Mas até nesse terrível mal – o pior dos pecados – vemos a bondade de Nosso Senhor que preferiu suportar esse crime tremendo a nos deixar sem sua presença e, sobretudo, seu divino corpo como alimento como nos explica Santo Afonso ou da “medicina de imortalidade” nas palavras de Santo Inácio de Antioquia, o primeiro a designar a Igreja de “católica” (universal e única).

Parêntese: para evitar esses crimes é importante que os padres incentivem a Comunhão na boca e, preferencialmente, de joelhos ou, no mínimo, com uma flexão com o corpo. Se o padre não se importa, o leigo tem o direito a receber desse modo.

Depois desse longo caminho, o quê fazem os “docinhos de hóstia”? Eles transportam o “sagrado” para o “profano”, para a “vulgarização”, para a recepção com irreverência. Ainda que a “hóstia” não esteja consagrada. A sua aparência típica está inserida numa simbologia sagrada, separada para o culto religioso. E não é um culto religioso qualquer. É o ato máximo de culto que os católicos prestam ao Pai por meio de seu Filho graças ao Espírito Santo (epiclese).

A pessoa que inventou isso, se não tinha essa intenção deliberada, deu lugar ao demônio (Ef 4, 27). É uma ideia satânica porque o docinho de hóstia destrói devagar a reverência que devemos à aparência específica da hóstia. E da irreverência para a perda da fé não é um passo distante. Quando você se habitua a profanar o que é sagrado, o sagrado perde sua identidade/ sua essência e passa a ser profano.

Por isso o docinho de hóstia não pode ser estimulado. Recomendamos que não compre, não coma e exorte à confeiteira que isso não é correto. E, ainda que você não se importe e professe a fé católica, você precisa ter caridade com seus irmãos. Se o docinho de hóstia é pedra de tropeço para eles, se isso os escandaliza, você tem que cumprir o mandamento do amor próximo e lutar contra o docinho de hóstia. Com todas as suas forças.

Se você é protestante e não acredita nessas “baboseiras de idólatras”, você também está vinculado ao segundo mandamento mais importante que resume a lei e os profetas (Mt 22, 20). E se não nos considera irmãos em Cristo, e sim, “inimigos da sua fé”, deve nos amar, nos respeitar e orar por nós (Mt 5, 44). Não deve nos ofender como fez uma cantora gospel nos tachando de “adoradores de bolacha branca”. Isso ofende a caridade cristã. E se em sua igreja, existe o costume da ceia do Senhor, é provável que acreditem na consubstanciação como Lutero alegava. Portanto, tem um motivo extra para nos ajudar a impedir que os docinhos de hóstia sejam mais incentivados.

Se você não é cristão, mas conhece o que é amar e entende a importância da religião e do papel da Igreja católica na sociedade (e no mundo com a construção da civilização ocidental conforme o documentário do PhD Thomas Woods disponível no YouTube), IMPLORAMOS seu apoio e sua compreensão. Ajude-nos nessa campanha de preservar a fé católica.

Que Deus lhe abençoe imensamente por divulgar esse artigo.

Fontehttp://raiocatolizador.blogspot.com.br

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Nas aparições em Fátima, 1917, Nossa Senhora antecipou:
“Virão modas que ofenderão muito a Deus... O Céu não tem modas, o mundo as tem todas..."

 

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Fim dos Tempos: A Rede Vida, que se declara um Canal de TV Católico, ensina a fazer docinhos usando 120 hóstias na receita

 


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