Os jihadistas estão se apoderando da Europa? Na Grã-Bretanha, França, Bélgica e Alemanha, o número oficial de extremistas atingiu 66.000. Isso configura um exército de verdade, na ativa


02.07.2017 -

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“Sem que ninguém perceba, a Alemanha está formando um exército europeu sob seu comando”, isso segundo alguns da mídia. Ao que tudo indica, a chanceler alemã Angela Merkel, após a troca de farpas com o presidente dos EUA Donald Trump, deseja investir, juntamente com a França, em um exército europeu.

No entanto, no momento, há somente um exército de verdade na Europa – o exército jihadista, como ficou demonstrado nos ataques terroristas que atingiram Londres em 3 de junho massacrando sete pessoas, apenas duas semanas depois da carnificina em Manchester.

Nos quatro países europeus mais visados pelos terroristas – Grã-Bretanha, França, Bélgica e Alemanha – o número oficial de extremistas atingiu 66.000. Isso configura um exército de verdade, na ativa.

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Oficiais de inteligência identificaram 23.000 extremistas islâmicos residindo na Grã-Bretanha como potenciais terroristas. O número revela a verdadeira dimensão da ameaça jihadista no Reino Unido. A extensão da ameaça islâmica enfrentada pelos serviços de segurança foi divulgada após severas críticas segundo as quais inúmeras oportunidades de evitar o atentado desfechado pelo homem-bomba de Manchester foram ignoradas.

As autoridades francesas estão monitorando 15.000 islamistas de acordo com um um banco de dados criado em março de 2015, gerenciado pela Unidade de Coordenação de Combate ao Terrorismo da França. Diversos levantamentos estimam que possa chegar a 20.000 o número de islamistas radicais franceses.

O número que consta na lista de suspeitos de estarem envolvidos com terrorismo na Bélgica saltou de 1.875 em 2010 para 18.884 em 2017. Em Molenbeek, o conhecido refúgio jihadista na capital da UE, Bruxelas, os serviços de inteligência estão monitorando 6.168 islamistas. Pense nisso: 18.884 jihadistas belgas comparados a 30.174 soldados belgas na ativa.

O número de potenciais jihadistas na Alemanha explodiu de 3.800 em 2011 para 10.000, de acordo com Hans-Georg Maassen, Chefe do Órgão de Proteção da Constituição (Serviço Nacional de Inteligência da Alemanha).

Esses islamistas montaram uma eficiente infraestrutura de terror dentro das cidades europeias. Estas bases terroristas são auto-segregadas, enclaves multiculturais nos quais muçulmanos extremistas promovem o fundamentalismo islâmico e implementam a Lei Islâmica (Sharia) – como é o caso do Tower Hamlets Taliban da região leste de Londres, os Banlieues (subúrbios) franceses e o “Triângulo da sharia” em Haia, conhecido como “mini-califado”, na Holanda. Esses muçulmanos extremistas podem, sem maiores problemas, obter armas dos Balcãs, onde, graças às fronteiras abertas da Europa, eles podem viajar livremente. Eles também podem obter dinheiro do exterior, graças a países como o Qatar e a Arábia Saudita. Esses islamistas conseguem se auto-financiar através das mesquitas que administram, além de obter “recursos humanos”, vindos da migração em massa, sem critério algum, via Mediterrâneo.

23.000 potenciais jihadistas no Reino Unido, 18.000 na Bélgica, 10.000 na Alemanha, 15.000 na França. O que esses números nos dizem? Poderá haver uma guerra na Europa “em poucos anos“salientou o chefe do exército sueco, general Anders Brännström, aos homens sob seu comando.

Vejamos o que aconteceu na Europa com os ataques terroristas de 1970 a 2015:

“4.724 pessoas morreram em atentados terroristas, 2.588 foram assassinadas, 2.365 durante assaltos, 548 reféns em cativeiro, 159 durante sequestros, 114 de ataques a edifícios. Milhares ficaram feridos ou estão desaparecidos”.

O terrorismo em toda a Europa matou 10.537 pessoas em 18.803 ataques registrados. E as coisas estão piorando:

“Os ataques ocorridos em 2014 e 2015 testemunharam o maior número de fatalidades, incluindo aqueles em que os terroristas visaram civis, funcionários governamentais, empresas e a mídia, em toda a Europa desde 2004”.

A conquista da Europa pelos jihadistas já não é algo inimaginável. Os extremistas islâmicos já estão colhendo os frutos do que plantaram: tiveram sucesso em derrotar Geert Wilders e Marine Le Pen, os dois únicos candidatos europeus que realmente queriam combater o Islã radical. E se amanhã esses islamistas armados atacarem o Parlamento em Roma, as cabines eleitorais em Paris, bases do exército na Alemanha ou escolas em Londres, em um ataque tipo Beslan?

Os frutos auferidos pelos terroristas saltam aos olhos: eles já desestabilizaram o processo democrático em diversos países europeus e estão elaborando os termos da liberdade de expressão. Eles conseguiram pressionar a Europa de tal forma que a frente de batalha passou do Oriente Médio para dentro da Europa. Metade do contingente militar francês encontra-se envolvido em operações militares em solo francês. Na Itália mais da metade dos soldados italianos estão incumbidos de vigiar as “Ruas Seguras“, operação para manter seguras as cidades da Itália.

Após o 11 de setembro, os Estados Unidos decidiram combater os islamistas no Afeganistão e no Iraque, para não serem obrigados a combatê-los em Manhattan. A Europa seguiu o caminho oposto, como se a Europa tivesse aceito transformar suas próprias cidades em uma nova Mossul.

Se a Europa não tomar providências imediatas e derrotar o inimigo em seu seio, o resultado poderá ser um “cenário afegão”, em que os islamistas controlam parcelas de território de onde lançam ataques contra as cidades. A Europa pode ser tomada da mesma maneira que o Estado Islâmico tomou boa parte do Iraque: aproximadamente um terço do território iraquiano.

 Giulio Meotti, editor cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik  -  via  http://midiasemmascara.org

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Nota de www.rainhamaria.com.br

O Arcebispo Marcel Lefebvre, em coletiva de 1989, alertava sobre a influência islâmica na França. Hoje as palavras deste corajoso e zeloso Arcebispo, soam como uma profecia anunciada, não só em relação a França, mas ao Mundo todo.

 

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