O Evangelho de Jesus, que é a Luz do mundo e o sal da terra, foi reduzido a menos que educação cívica


16.02.2017 -

n/d

"Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens". (São Mateus 5, 13)

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SI SI NO NO – Adelante la Fe | Tradução Sensus Fidei:

Apesar de ser septuagenário, eu tenho mais lembranças do que se tivesse vivido mil anos. Quando eu fazia os meus estudos em um instituto conduzido por bons religiosos, antes da nevasca sem fim do Concílio Vaticano II, meu professor de literatura costumava dizer que o Evangelho é um livro “anticlerical”: “Lembrem-se, rapazes, a parábola do Bom Samaritano? Quem ignora o pobre deixado quase morto na estrada? Precisamente um sacerdote e um levita; do Templo de Jerusalém, entende-se, mas em ambos os casos reverendo senhores!” Em outra ocasião: “Quem eram os piores inimigos de Jesus? Precisamente os chefes dos sacerdotes judeus! Quem declarou Jesus réu de morte? Caifás, o sumo sacerdote de Israel, quem o entregou a Pilatos”. E para terminar: “Rezai por mim, meus jovens amigos, que eu sacerdote não atraiçoe a Jesus, para que não elimine Jesus de minha vida. Seria o maior crime, tão grande quanto o de Caifás”.

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Era difícil entender, então, nos primeiros anos da década de sessenta do século passado. Mas hoje, infelizmente, tudo está claro! E os teólogos da ‘nouvelle theologie’, condenados pela Humani generis do venerável santo padre Pio XII, haviam eliminado o sobrenatural de sua teologia, ou o tinham identificado com o natural, com imenso dano para as almas. Mas, então, Pio XII manteve-os na linha, impediu que os lobos saíssem de suas tocas e semeassem a devastação entre o povo cristão, entre os próprios sacerdotes.

Mas não poucos daqueles “teólogos”, nos anos seguintes ao Vaticano II, como de Lubac e outros menos famosos, foram eleitos Bispos e Cardeais. Já antes, tinham feito escola com liberdade e sem freio a gerações inteiras de padres e monges, muitos dos quais ascenderam depois às cátedras episcopais para ensinar o erro, sem que ninguém os detivesse. O pior de todos os “novos teólogos”, o verdadeiro “princeps haereticorum”, foi Karl Rahner († 1984), do qual, justamente, o cardeal Siri afirmou ter desenvolvido uma “teologia sem Cristo”, de modo que não precisaremos nos unirmos a Jesus Cristo, único Salvador do mundo, para sermos salvos neste mundo e no outro. Mas também os outros “novos teólogos” — os teólogos da libertação, por exemplo, hoje de volta ao primeiro plano — o que fizeram de Cristo?

Aconteceu, portanto, que nos encontros ecumênico incontáveis desde o Concílio Vaticano II até hoje, Jesus foi igualado aos outros “fundadores de religiões”, como Maomé, Buda e até mesmo aos mestres do ateísmo. Verdadeiramente eles (alguns, muitos homens de Igreja) descoroaram-no, destronaram-no, como intitulou um famoso livro seu um ilustre prelado, que, inspirando-se na Virgem Maria, aparecida em La Salette, disse: “Roma perderá a fé.”

Assim, acontece que lemos ou ouvimos bispos, em suas mensagens de Natal ou de Páscoa, em suas entediantes homilias, nem sequer mencionar o Santíssimo nome de Jesus, para nos encher com alusões aos pobres, aos imigrantes, às periferias, ao “cheiro das ovelhas”, às saídas, às planícies, em um descuido assustador: o Evangelho de Jesus, que é a luz do mundo e o sal da terra, é reduzido a menos que educação cívica.

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Conhecemos párocos que não confessam, que não recomendam a confissão dos pecados graves, antes da recepção da Comunhão. Deste modo, o domingo, quase todos, em graça de Deus ou não, vão receber a comunhão sem a devida preparação e posterior ação de graças, sem a adoração do Filho de Deus presente e vivo na Sagrada Hóstia.

Há décadas eu nunca mais ouvi uma alusão à vida eterna, à indispensabilidade de salvar a própria alma fugindo do pecado e vivendo na graça de Deus. Quando tentamos dizer a alguns padres todas estas coisas, eles nos respondem que cada um repara segundo a sua própria consciência individual. Sabemos de idosos e doentes, em casa, nos hospitais, em casas geriátricas, que são deixados para morrer sem que nenhum Sacerdote apareça para prepará-los para o supremo passo da morte. E esta negligência gravíssima em um padre é elogiada como o respeito pela liberdade pessoal!

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O máximo agora (escrevemos em 26 de dezembro de 2016) temos visto e ouvido do “Bispo de Roma”, que em 31 de outubro de 2016 foi para Lund, na Suécia, para celebrar com os pastores protestantes, que não são sacerdotes, funções litúrgicas por ocasião do início do 500º aniversário da rebelião de Lutero, um dos piores heresiarcas, esquecendo o imenso mal causado por aquele infeliz, verdadeiro javali saído da floresta não só para a Igreja, mas para a própria civilização da Europa e do mundo! Temos ouvido do “Bispo de Roma” afirmações tais que fazem resvalam à blasfêmia contra Jesus, e dizemos sem medo: “Você não pode falar assim! Nós não permitimos isso! Não lhe permitimos falar mal de Jesus! Pense antes o que diz!”.

Detenho-me por aqui, embora pudesse continuar. Sou um septuagenário, mas me lembro e compreendo por que meu professor nos pedia para que rezássemos para que ele, sacerdote, não viesse a eliminar Jesus nem de sua vida nem da vida dos irmãos. Mas, para nosso consolo, também recordamos o que disse o cardeal Ercole Consalvi a Napoleão com certeza absoluta e grande humildade: “Imperador, destruireis a Igreja? Não, não, nem mesmo nós, os sacerdotes, o conseguimos! “

Que a Virgem nos ampare!

Taedophorus

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Declarou o Arcebispo francês Marcel Lefebvre:

"Não será dever de um católico julgar entre a fé que lhe ensinam hoje e a que foi ensinada durante vinte séculos de tradição da Igreja? Ora, eu acredito sinceramente que estamos tratando com uma falsificação da Igreja, e não com a Igreja católica. Por quê? Porque eles não ensinam mais a fé católica. Não defendem mais a fé católica. Eles arrastam a Igreja para algo diferente da Igreja Católica. A verdade e o erro não estão em pé de igualdade. Isso seria colocar Deus e o diabo em pé de igualdade, visto que o diabo é o pai da mentira, o pai do erro. Como poderíamos nós, por obediência servil e cega, fazer o jogo desses cismáticos que nos pedem colaboração para seus empreendimentos de destruição da Igreja? Se acontecesse do papa não fosse mais o servo da verdade, ele não seria mais papa. Não poderíamos seguir alguém que nos arrastasse ao erro. Isto é evidente. Não sou eu quem julga o Santo Padre, é a Tradição. Para que o Papa represente a Igreja e seja dela a imagem, é preciso que esteja unido a ela tanto no espaço como no tempo já que a Igreja é uma Tradição viva na sua essência. Na medida em que o Papa se afastar dessa Tradição estará se tornando cismático, terá rompido com a Igreja. Eis porque estamos prontos e submissos para aceitar tudo o que for conforme à nossa fé católica, tal como foi ensinada durante dois mil anos mas recusamos tudo o que lhe é contrário.  E é por isso que não estamos no cisma, somos os continuadores da Igreja católica. São aqueles que fazem as novidades que estão no cisma.  Estou com vinte séculos de Igreja, e estou com todos os Santos do Céu!”

Declarou o Papa São Félix III: "Não se opor a um erro é aprová-lo. Não defender a verdade é suprimi-la".

 

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