A Paciente Revolução de Francisco: A longo prazo, sem a obsessão de resultados imediatos


26.10.2014 -

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Sobre a homossexualidade e divórcio não houve acordo durante o Sínodo, mas no final será o Papa a decidir. E as mudanças que se deseja inserir ele já as tem em mente, aliás já começa a por em prática. Um comentário por Paul Anthony McGavin

Não é verdade que Francisco permaneceu calado durante as duas semanas do Sínodo. Nas homilias matutinas na Casa Santa Marta ele martelava todos os dias contra os “zelosos” da tradição, aqueles que segundo ele carregam os homens com fardos insuportáveis, aqueles que são tão cheios de certezas e nenhuma dúvida, os mesmos contra os quais ele se jogou no discurso de encerramento com os padres sinodais.

Este papa é tudo menos imparcial. Ele quiz que o sínodo orientasse a hierarquia Católica em direção a uma nova visão do divórcio e da homossexualidade e conseguiu, não obstante o número reduzido de votos favoráveis à sua rejeição, após duas semanas de debates inflamados.

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De qualquer modo, no final será ele a decidir e isso ele fez questão de recordar aos Bispos e cardeais que ainda tinham alguma dúvida. Para refrescar-lhes a memória sobre o seu poder "supremo, pleno, imediato e universal"  colocou em campo não qualquer passagem refinada da "Lumen gentium", mas os cânones pétreos do Código de Direito Canônico.

Sobre a comunhão para divorciados recasados já se sabe exatamente como pensa o Papa. Como arcebispo de Buenos Aires ele autorizava os “curas villeros” ("sacerdotes de favelas"), ou seja, seus sacerdotes enviados para as periferias, a dar comunhão a todos, apesar de que 80% dos casais não eram sequer casados. E já como Papa não teme incentivar por telefone ou carta a algum fiel casado e vivendo numa segunda união a receber tranquilamente a comunhão, imediatamente, sem sequer passar por esses prévios “caminhos penitenciais sob a responsabilidade do bispo diocesano” como foi proposto por alguém durante o Sínodo e sem jamais desmentir o ocorrido quando a notícia desses seus gestos se tornou de domínio público.

E é desse mesmo modo que Jorge Mario Bergoglio também exerce os poderes absolutos de chefe da Igreja. E quando ele pisa no acelerador para que toda a hierarquia católica o siga por esse caminho sabe muito bem que a comunhão aos divorciados recasados, numericamente falando é pouca coisa, mas é o atalho para uma mudança muito mais ampla e radical em direção à “segunda possibilidade de casamento " com a conseqüente dissolução do primeiro” o que é admitido nas Igrejas Ortodoxas do Oriente e que ele, Francisco, já pouco depois de sua eleição ao Papado disse que "se deve estudar", também na Igreja Católica , "como um marco da pastoral matrimonial".

Foi em julho de 2013 que o Papa tornou pública essa sua vontade. Mas, na mesma entrevista no vôo de volta do Brasil abriu também o caminho  no campo da homossexualidade, com o memorável "quem sou eu para julgar"? Universalmente interpretado como absolvição de atos desde sempre condenados pela Igreja, mas que agora já não são mais, se quem os pratica "busca o Senhor e tem boa vontade".

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No sínodo, uma virada nesta área não teve vida fácil. Foi invocada em aula por não mais que três padres: o cardeal Christoph Schönborn, o jesuíta Antonio Spadaro, diretor de "La Civiltà Cattolica" e pelo arcebispo John Ha Tiong Hock da Malásia.

Esse último se apoiou sobre um paralelo feito pelo Papa Francisco entre o juízo da Igreja sobre a escravidão e aquele sobre a concepção que o homem de hoje tem de si mesmo, incluindo aí a homossexualidade, para dizer que, como o primeiro julgamento ( sobre a escravidão) mudou, assim também pode mudar o julgamento sobre o segundo.

Enquanto isso Padre Spadaro apresentou o exemplo oferecido pelo Papa de uma menina adotada por duas mulheres, para afirmar a necessidade de tratar dessas situações de uma forma positiva e nova.

Por ter inserido depois no documento de trabalho, elaborado em meados das discussões, três parágrafos que incentivavam claramente  o "crescimento emocional" entre dois homens ou duas mulheres "integrando a dimensão sexual", Arcebispo Bruno Forte, secretário especial do Sínodo indicado pelo Papa foi desautorizado publicamente pelo cardeal relator, o húngaro Péter Erdo. E uma discussão posterior entre os padres sinodais despedaçou os três parágrafos, que na "Relatio" final ficaram reduzidos a um só e sem o menor sinal de novidade, nem menos conseguindo superar o quorum de aprovação.

Mas aqui também o papa Francisco e seus tenentes, a começar por Bruno Forte, Spadaro e o argentino Arcebispo Victor Manuel Fernandez, se concentraram em fazer com que esse  tema explosivo entre na agenda da Igreja Católica em seus níveis mais altos. O que vem em seguida se verá.

Porque a revolução de Bergoglio procede assim, "a longo prazo, sem a obsessão de resultados imediatos". Porque "o importante é começar o processo, mais do que ganhar espaços." Estas são palavras da "Evangelii Gaudium",  o programa de seu Pontificado.

Fonte: http://romadesempre.blogspot.com.br

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Nota de www.rainhamaria.com.br

"Se um futuro Papa ensinar algo contrário à Fé Católica, não o sigam." - Papa Pio IX, Carta ao Bispo Brizen, citado em "In His Name", E. Christopher Reyes, 2010

Já São Pio X ensina que os inimigos da revelação divina ao exaltar o progresso humano, visam introduzir na religião católica um aperfeiçoamento puramente humano, pois julgam que a revelação não é perfeita e, por isso, está sujeita ao progresso contínuo da razão.

São Pio X, em sua Carta Encíclica, Pascendi Dominici Gregis, de 8 de setembro de 1907, na qual ele condenou a heresia do modernismo, escreveu que os hereges “não estavam apenas dentre os inimigos declarados da Igreja; mas, o que é mais assustador e deplorável é que eles estavam em seu próprio seio.” Ele chama esses modernistas de “os mais perniciosos de todos os adversários da Igreja”. Salienta que eles buscam destruir a Igreja a partir de dentro e escreve que esse perigo “está presente quase nas próprias veias e coração da Igreja.”

O Concílio Vaticano I (1869) afirmou que a doutrina da fé revelada por Deus não é sujeita à razão humana para ser aperfeiçoada, mas é um depósito confiado à Igreja que a guarda com fidelidade e a propõe com infalibilidade.

Diz na Sagrada Escritura:

"Ai de vós, filhos rebeldes! - oráculo de Javé. Fazeis planos que não nascem de Mim, fazeis acordos sem a minha inspiração, de maneira que amontoais erros e mais erros". (Isaías 30,1)

"Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te". (Apocalipse 3, 15 -16)

Declarou o Arcebispo  francês Marcel Lefebvre

Em Homilia proferida em Lille, em 29 de agosto de 1976.

"Não somos contra ninguém. Não somos destacamentos. Não desejamos mal a ninguém. Queremos somente que nos deixem professar nossa fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. E por causa disso nos expulsam de nossas igrejas, expulsam esses pobres padres que dizem a missa tradicional pela qual todos os nossos santos e nossas santas foram santificados: Santa Joana d’Arc, o Santo Cura d’Ars, Santa Teresa do Menino Jesus.

E é por isso que não estamos no cisma, somos os continuadores da Igreja católica. São aqueles que fazem as novidades que estão no cisma. Nós continuamos a Tradição, e é por isso que devemos confiar, não devemos nos desesperar mesmo diante da situação atual, devemos manter, manter nossa fé, manter nossos sacramentos, apoiados sobre vinte séculos de tradição, apoiados sobre vinte séculos de santidade da Igreja, de fé da Igreja.

Alguns jornalistas me perguntaram por vezes: “Monsenhor, o senhor se sente isolado?”. “De modo algum, de modo algum, não me sinto isolado, estou com vinte séculos de Igreja, e estou com todos os santos do céu!”

Em 1846 Nossa Senhora apareceu, em La Salette, a duas crianças: Maximino e Melânia.

     Posteriormente essa aparição teve aprovação da Igreja.

     É bem famoso aquela parte destas revelações chamada de "O Segredo de La Salette".

No contexto de La Salette há uma mensagem que deixou perplexos os católicos, na qual Nossa Senhora disse:

"Roma perderá a fé, e converter-se-á na sede do anticristo".

Essas aparições de Nossa Senhora foram reconhecidas pela Igreja.

Portanto, em algum momento deste Fim dos Tempos, queiram ou não, aqueles que se dizendo católicos, preferem errar ao invés de corrigir a Igreja, o Vaticano vai se tornar a sede do anticristo, não sou eu, um mero evangelizador e pecador que o digo, mas a Santa Mãe de DEUS que vos fala.

 

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